O prefeito de Santos, Rogério Santos (PSDB), anunciou durante uma transmissão ao vivo realizada neste domingo (14), que novas medidas estão previstas no decreto que regulamenta a fase emergencial do Plano São Paulo na cidade. O decreto será publicado nesta segunda-feira (15).

Entre as medidas anunciadas, estão a suspensão de aulas presenciais em escolas particulares a partir de terça-feira (16), o fechamento das academias, aplicação de multa ao transporte público em caso de aglomeração e aumento da multa pela falta do uso de máscara.

As aulas na rede municipal e na rede estadual já haviam sido suspensas na semana passada. Rogério defendeu o fechamento de todas as escolas como “uma questão de igualdade, de deslocamento e de coerência”.

O prefeito também desabafou durante a live sobre sua preocupação com o crescente número de casos de internações em UTI entre os pacientes com covid-19 na cidade. Segundo Rogério, a falta de leitos é iminente, caso a população não colabore.

“Não tem motivo para o relaxamento, o avanço tem sido muito grave e muito rápido. Garantir atendimento é a maior preocupação, mas o comportamento da população não pode ficar igual. Muitas pessoas são conscientes, mas muitas ainda negam. Nós abrimos leitos, mas chega uma hora que não tem mais equipe de saúde para contratar. As equipes estão sobrecarregadas”, disse.

As medidas previstas no decreto publicado no último sábado (13), que dizem respeito ao funcionamento de estabelecimentos comerciais essenciais e não essenciais, estabelecimentos de saúde como hospitais e farmácias, além de restaurantes, bares e quiosques, continuam valendo.

Confira as novas medidas anunciadas pelo prefeito durante a transmissão ao vivo feita neste domingo:

  1. Suspensão das aulas presenciais na rede particular e escolas profissionalizantes por 15 dias a partir de terça-feira (16);
  2. Suspensão de atividades das lojas de conveniência em postos de combustíveis;
  3. Fiscalização do transporte coletivo municipal e metropolitano, com multa em caso de aglomeração, e exigência de oferecimento de álcool em gel e higienização diferenciada;
  4. Fechamento de equipamentos esportivos públicos em praças;
  5. Suspensão das atividades físicas em estabelecimentos (academias) e clubes;
  6. Isolamento de parques infantis públicos;
  7. Enrijecimento de multa pela falta do uso de máscara, de R$ 100 para R$ 300, e em casos de falta de uso de máscara em aglomeração, R$ 600;
  8. Fiscalização das feiras livres;
  9. Redução para evitar aglomerações em atendimentos médicos não emergenciais, como no Ambesp e agendamento mais espaçado;
  10. Maior rigor na fiscalização de deslocamento entre cidades.

O prefeito também tocou em pontos cobrados  pela população, como a interdição do calçadão da praia. Para ele, manter o calçadão aberto foi um voto de confiança de que população faria bom uso do equipamento público. Mesmo assim, se necessário, Rogério afirma que pode fechá-lo, caso não haja cumprimento das normas para evitar aglomerações e sobre uso de máscara, por exemplo.

Além de discorrer sobre a falta de leitos para tratar pacientes com covid-19 em Santos, o prefeito desmentiu um boato de que a cidade estaria recebendo pacientes de outras cidades. Segundo a prefeitura, há 10 pacientes de outras cidades internados em leitos que são administrados pelo Governo do Estado, no Hospital Guilherme Álvaro e no Hospital Vitória.

Nesta segunda-feira (15), começa a vacinação de idosos de 75 e 76 anos em Santos. O prefeito informou que a cidade é a que mais imunizou a população em todo o Estado, com 12% do total já vacinado com a primeira dose contra o coronavírus.

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Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.

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